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terça-feira, 26 de março de 2013


Testigo.

A Internet, o mundo virtual só é possível porque tudo o que a humanidade produz, seja tecnologia,  seja cultura é verdadeiramente virtual.
Virtual porque artificial.
Virtual porque só tem sentido e significado para a própria humanidade.
Por isso tudo o que o ser humano cria de tecnologia e cultura pode ser transformado e transmitido em códigos binários, virtualmente.
Em verdade para a Natureza e o Universo eles nada significam.
A Natureza e o Universo existem objetivamente, para além da virtualidade humana.
“Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!”
Toda nossa cultura e tecnologia são um nada diante dos processos da Natureza e da pulsação do Universo.
A Humanidade produz cultura e tecnologia acreditando ser o mundo material a Verdade e tenta assim dominá-lo, mas termina entorpecida pela própria materialidade.
 “A Verdade está lá fora.”
Além da virtualidade humana, além da nossa artificialidade.
Para compreender a Verdade temos que nos voltar para dentro de nós mesmos, pois:
“o que está encima é como o que está embaixo”.
Os processos da Natureza e a pulsação do Universo realizam-se em nós a todo instante e independem de toda cultura e tecnologia.
Para a Natureza e o Universo toda virtualidade humana é apenas um momento, brincadeira de criança, ou loucura mesmo.
O momento Humano passa e a Natureza e o Universo continuam.”
“Quem tiver olhos para ver, que veja.”
Logo sairei de todas as redes sociais.
A Internet será apenas para pesquisar sobre a própria virtualidade, mas não confundo mais esta artificialidade com a Verdade.
“A Verdade está lá fora.”
Pois tudo que a humanidade produz e já produziu, de tecnologia e cultura, só diz respeito à ela própria.
Embebidos nesta virtualidade nos afastamos cada vez mais dos processos naturais e do ritmo do Universo, ou de nós mesmos.
E assim esta virtualidade humana, a artificialidade, embora produza coisas belas e grandiosas – claro, segundo os próprios conceitos humanos, histórica e socialmente determinados – no final nos sufoca e vai nos matando aos poucos.
“Quem possuir entendimento, que compreenda.”